quarta-feira, 27 de maio de 2015

DESAFIO ESCRITOR - questões por responder



Propuseram-me um desafio: responder às seguintes questões de forma absolutamente honesta. Aqui vai.

1. Qual é o género de literatura de que te manténs longe?
Nunca penso muito nos livros como pertencendo a determinado género, porque costumo ler de tudo um pouco, mas nunca li livros sobre assuntos mais espirituais ou religiosos (que não sejam Históricos). Não é para me manter longe, mas porque não me despertam a curiosidade.  

2. Qual é o livro que tens na estante e tens vergonha de não ter lido?
O Senhor dos Anéis: a Irmandade do Anel. Ofereceram-me o livro há muitos anos e tenho mesmo vergonha de ainda não o ter lido. Algumas pessoas já me acusaram de blasfémia por isso. :) Mas ainda vou ler, prometo. A questão é que quando ia ler, saiu o filme, vi... etc... etc, se é que me entendem.

3. Qual é o teu pior hábito enquanto leitor?
Começar a ler um livro, ler uns 3 capítulos e só voltar a pegar meses mais tarde, depois de já ter lido outro livro no entretanto. Não me perguntem porquê, mas é um hábito estranho.

4. Costumas ler a sinopse antes de ler o livro?
Normalmente sim, mas se vir que a sinopse já está a revelar demasiado, não a leio até ao fim. Por vezes o interesse em certo livro já é tão grande, que nem preciso de ler a sinopse e salto logo para o primeiro capítulo.

5. Qual é o livro mais caro da tua estante?
A novela gráfica Watchmen, da DC Comics. Custou quase 30 euros na altura, por ser uma edição especial, mas digo que valeu cada cêntimo. É uma obra-prima. 

6. Compras livros usados?
Sim. E não tenho vergonha nenhuma de o admitir. Nas feiras de velharias então encontram-se livros muito bons a preços brutais. Já comprei livros a 1€.

7- Onde compras os teus livros?
Não quero fazer publicidade gratuita, mas normalmente compro em livrarias "físicas" ou pelos sites das mesmas. Nunca comprei um ebook, pois já li nesse formato (livros gratuitos) e não me satisfez totalmente. Ultimamente também costumo comprar muitos livros de colecções com jornais como o Público ou Sol (olhem a publicidade!), pois muitas vezes trazem livros excelentes a preços muito mais baixos do que nas livrarias em geral.

8- Manténs os teus livros lidos e por ler juntos/na mesma estante?
Estão na mesma estante mas separados. Por exemplo, os que já li estão na parte de cima e os que ainda tenho para ler, estão em baixo. Quando já não há mais espaço e têm que ficar juntos, podem estar na mesma fila mas ordenados por "lido" e "não lido".

9 - Alguma vez estiveste num período de abstenção de compra de livros?
É curioso, estou agora. Comprei muitos livros nos últimos meses e prometi a mim mesmo que não iria comprar mais nenhum até ler pelo menos uns 10 daqueles que tenho ali em fila de espera. Vamos ver se me aguento... :)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

5 razões pelas quais detestei Daredevil



1 - Aquela cena de luta no episódio 2 no corredor, em que a câmara fica "estática" e vamos vendo como um homem cego luta contra aqueles gajos todos. Memorável. Uma das melhores cenas que já tive oportunidade ver em formato de televisão. É como se fosse poesia em movimento. 

2 - Todas as cenas de luta, porque não posso estar a falar de cada uma em particular, são extremamente bem coreografadas e dotadas de um realismo que por vezes assusta e nos deixa com o coração nas mãos. E, pasmem-se, são originais. Numa era em que já vimos tanto sobre heróis, os realizadores desta série conseguiram encontrar uma forma de nos mostrar outros pontos de vista.

3 - A série tem uma construção sublime dos personagens, que arranca no episódio piloto e é fechada brilhantemente no episódio final. O "devil" é nos apresentado como um "herói real", alguém que está de facto em desenvolvimento heróico (e pessoal) e ao mesmo tempo assistimos também a um desenvolvimento (embora descendente) do seu maior rival, o Rei do crime. Ambos os ciclos dos dois personagens acabam por chocar frontalmente no último episódio, em que vemos finalmente o Daredevil vestido com o seu uniforme tradicional e o King Pin vestido de branco na prisão (e não adianta dizerem que não passaram todos os episódios à espera que ele pegasse na m*rd* de um fato branco para vestir!!). Desculpem lá, mas se isso não foi genial, foi o quê? 

4 - A violência (por vezes extrema) nesta série, por estranho que pareça, nunca é gratuita. E se há cenas em que ela é escondida, há outras é que é extremamente gráfica e "justificada". Dou-vos um exemplo: não vemos o pai do Wilson Fisk a bater na mãe, só ouvimos o barulho de fundo, gritos, um choro agoniante, etc... mas logo a seguir (segundos depois) vemos o Wilson a espetar um martelo na cabeça do pai, assim puro e duro, POW. Entenderam? 

5 - A realização, edição, filmagem, planos, montagem... bem, a nível técnico é tudo excepcional. Aquela cena (não lembro o episódio sinceramente) em que aquele japonês cego está no carro sozinho a cantar e a câmara gira à volta do carro para nos mostrar o Devil lá fora, continuando depois a girar, a girar, é de uma envolvência na acção absolutamente brutal.



Posto isto, detestei a série, preferia não a ter visto, pois daqui para a frente tenho a fasquia muito elevada para qualquer série ou mesmo filme sobre heróis ou super-heróis. Para quem ainda não entendeu (que isto há gente que às vezes demora a assimilar), este post tem algo de ironia e sarcasmo, ok? Eu delirei com a série.

Este Daredevil do Netflix está para as séries de TV como o Batman Begins esteve para os filmes de super-heróis no cinema.





Finalizando: uma das melhores séries, de heróis ou não, que já vi, desde sempre e para sempre. 

E acrescento apenas que adorei também a análise bastante profunda que fizeram ao jornalismo actual VS blogs/internet. Algo a ser discutido mais tarde e com mais tempo.



quinta-feira, 21 de maio de 2015

Apresentação do livro na Festa Cultural de Coimbra



É com muita satisfação que vos informo que estarei presente, com a minha editora Capital Books, no espaço da Feira do Livro durante a Feira Cultural de Coimbra. Irei apresentar o meu livro "O Dia Em Que Nasci" no dia 31 de Maio (domingo) pelas 16:30h. E estão todos convidados a partilhar este momento comigo, onde teremos também uma sessão de autógrafos. Conto com a vossa presença. 

Para saberem mais informações sobre todo o evento, que envolve várias artes, desde o artesanato à música, consultem tudo aqui



quarta-feira, 20 de maio de 2015

WOW!!!

O season finale da série The Flash foi brutal, emocionante e até teve alguns eventos inesperados. 

ATENÇÃO AOS SPOILERS

Depois deste final, jamais alguém irá referir-se a esta série como algo mais "lighthearted" sobre a estória do Flash. Afinal, tivemos momentos de grande emoção, de uma sensibilidade extrema. Foram vários, mas destaco os seguintes:

- a conversa do Barry com o pai na prisão, com ambos em lágrimas quando têm que tomar uma decisão muito difícil sobre... o presente


- a cena no topo daquele prédio com a Iris. Para além de ser o lugar onde costumavam encontrar-se antes de ela saber que o Barry era o Flash, o diálogo deles foi absolutamente tocante... e com aquela referência ao futuro deles como casal!

- a cena da morte da mãe no passado onde vimos presentes o Barry do futuro, o do passado e o do presente. Quando o Barry do futuro faz aquele gesto para ele não avançar... quando ele fala com a mãe e a vê morrer assim. Foi demasiada emoção. Admito que chorei e não foi pouco. Acho que alguém que já perdeu alguém muito próximo, consegue viver aqui nesta cena muitos sentimentos semelhantes. Penso que a cena ficou extremamente bem conseguida, não só por elevar o Barry Allen do presente ao estatuto último de super-herói, devido à decisão de sacrificar o que afinal tanto queria, mas também por ligar e fechar toda a estória base desta temporada.


Depois, outras cenas que foram brutais. Quando o Barry entra no acelerador de partículas senti um arrepio. Claro que sabia que ele não morreria ali, não podia, porque o show precisa dele, mas a tensão foi tão bem construída que vivi-a de uma forma intensa. Quando o Thawne decide matar-se para salvar o futuro de todos, tornando-se afinal também ele um herói, foi inesperado, triste e revoltante ao mesmo tempo. No início da temporada não gostava muito dele como personagem mas ao longo do tempo fui tendo outra visão dele e não gostava nada que tivesse que ter este fim. Mas... teve que ser.

Não esquecendo que tudo isto foi aliado a uma banda-sonora que se destaca como uma das mais poderosas nas séries de TV actuais. Ah e claro, gostei dos vários easter eggs e dicas para o futuro da série. Mas aquela referência ao Star Wars foi qualquer coisa de muito AWESOME (não sendo a primeira nesta season):


"May the speed force be with you!"


E que a força esteja connosco para aguardarmos até à próxima temporada. Não haverá por aí um Barry Allen de sobra que me leve já para o futuro, não?




Corpo frio.

É apenas o excerto de um texto que nunca será publicado de outra forma.



"Tinha o meu corpo tão frio, que custou a despir-me. A noite caíra gelada, mas tu não. 'Estás a ferver', disse, quando os meus dedos desceram pela tua pele. E nem mais uma palavra. Apenas o silêncio a amarrar-nos, o meu peito contra as tuas costas e um suspiro: 'Fecha os olhos e deita-te'. Decidimos que eu dava as ordens e tu obedecias. Mas quem mandou beijar-te? Quem mandou sentir os teus lábios quentes contra os meus, se o que tínhamos combinado não poderia chegar aí?

E quem ordenou que eu ficasse preso nesse beijo por tempo indeterminado?” 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Capítulos


Estes são os títulos dos 5 capítulos que compõem o meu livro biográfico. Podem ser provisórios ou não, visto que o livro ainda não passou à fase final. Ainda está muito longe disso até. E estou ansioso para partilhar mais novidades com vocês sobre este projecto, mas por agora ainda tenho que me concentrar primeiro na promoção e divulgação do meu primeiro livro "O Dia Em Que Nasci".



segunda-feira, 18 de maio de 2015

Entrevista para o blog Marcas de Leitura.



Na semana passada fui entrevistado para o blog Marcas de Leitura

«O meu livro "O Dia Em Que Nasci" está mais próximo de algo como "Os Jogos da Fome" ou outros livros de ficção científica que abordam alguma distopia de um futuro próximo.»

Podem conferir a entrevista completa aqui.